sexta-feira, 7 de março de 2008

Da vida para a arte

De forma mais ou menos intensa todos fazemos filmes. Imaginamos, cremos, criamos. Filmes que são, afinal, apenas ficção , não?...

Que dizer dos filmes que são vida directamente transposta em arte, como este Before Sunset que adoro...

A sua simplicidade seduz-me. Sem pretensões formais, convenções rígidas do cinema, estrelas da meca, e outras elaborações artificiais, um filme com uma história que podia ser a nossa. Diálogos que já ouvimos na rua, de bocas alheias, ou no café. Não há palavras desnecessárias, enredos mirabolantes, anões, cavalos e bailarinas faustosas. Não é preciso. Para esta história de desencontro e encontro bastam duas pessoas. A sua conversa. E as ruas da cidade. E isso, para mim, é suficiente.

Todos temos argumentos para um filme da nossa vida. Mesmo sem vontade, estamos fadados para a criação.

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