sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ghost in the shell

O trabalho: tornamo-nos mecânicos, dependentes de grilhetas variadas. Não somos, afinal, diferentes dos pássaros de asas aparadas, em gaiolas minúsculas, à espera de comida, a tremer ao toque estranho de uma mão estranha, de um som desconhecido, de um vento mais temperamental.

Mas somos. Somos. Somos.

É difícil convencermo-nos a abandonar uma certa escravidão. Sobretudo a de nós próprios.

E sim, claro que há excepções.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Em 2009...

Há todo um mundo de graçolas, frases inspiradas e inspiradoras, manifestos de intenções, rois de promessas que se podem fazer a propósito da entrada no ano novo. Não me apetece muito. Em vez disso, como estava numa de balanços mais universais, fui ver isto...

http://www.worldometers.info/pt/


Tem a sua piada. Pela forma supersónica como os números vão subindo em cada contagem, gostava de saber como contabilizam tudo em modo live, será que têm moscas amestradas com chips nos cérebros ligados a uma central de processamento de dados via satélite? (algo do género: Aqui Bzz Tango Charlie, já nasceu/morreu + 1/ acabou de erodir + 1 tonelada e meia de terra de cultivo/+ 1 americano obeso acabou de comer o seu 10º hamburguer/ + 2 pessoas acabaram de entrar no cinema/ o vizinho do 7º esquerdo acabou de cortar as unhas outra vez?)

Acho então tudo bastante credível. A ver se para o ano Portugal também arranja um nationmeter destes... e a ver se os superamos, hein!


ah, a piaducha de alta qualidade:



Feliz 2009 com muito love
ou
Em 2009, não faça por menos, inove...