Don't let the dress trick you
''The Dress'', Blonde Redhead...
Alguns fogos ardem segundo a lenha do bosque
Stay, Faraway, So Close!
Stay with the demons you drown
Stay with the spirit I found
Stay and the night would be enough
u2, 1993
Elegant, a mile long legs, saucy, funny and spirited...
Quem não gostaria de dançar como a Cyd?
Caleidoscópio para outros tempos...
E ele debitou o prato do dia: doce ironia com piano e melancolia
Ode to Divorce, Regina Spektor (play, repeat, play...)
anita

Vem,
Te direi em segredo
Aonde leva esta dança.
Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteados.
Cada átomo
Feliz ou miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.
Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Rumi (Séc. XXIII, Pérsia)
Música: Explosions in the Sky, Your hand in mine
Put on your red shoes and dance the blues!
David Bowie
A meio da tarde, alguém me convidou para uma dança. Ou imaginei...
É talvez uma das mais famosas fotografias no mundo... Não venho mostrar a face de Deus ao mundo, sei disso. Mas há qualquer coisa de magnético nesta foto que não consigo contornar. Acho-a perfeita. Encenada ou não, só o resultado me interessa, neste caso. Abro com ela a primeira rubrica aqui do quarteirão (como se chamam estas coisas? rubricas??). Dedico-a à fotografia no geral, aos beijos magnéticos em flagrante no particular... E ao que mais vier...
Que mistério este.
Conhecer-te lentamente à luz branda dos anos. Que tens tu para me ensinar? Não te conhecer por inteiro e esperar sempre por conhecer-te.
Tantos anos passados sobre nós,
no entanto, não cresço, permaneço.
Que mistério este o do amor silencioso.
Que honra ter o teu sangue no meu sangue.
Que mistério este, pai.
Ao homem que me deu vida,
parabéns!
De forma mais ou menos intensa todos fazemos filmes. Imaginamos, cremos, criamos. Filmes que são, afinal, apenas ficção , não?...
Que dizer dos filmes que são vida directamente transposta em arte, como este Before Sunset que adoro...
A sua simplicidade seduz-me. Sem pretensões formais, convenções rígidas do cinema, estrelas da meca, e outras elaborações artificiais, um filme com uma história que podia ser a nossa. Diálogos que já ouvimos na rua, de bocas alheias, ou no café. Não há palavras desnecessárias, enredos mirabolantes, anões, cavalos e bailarinas faustosas. Não é preciso. Para esta história de desencontro e encontro bastam duas pessoas. A sua conversa. E as ruas da cidade. E isso, para mim, é suficiente.
Todos temos argumentos para um filme da nossa vida. Mesmo sem vontade, estamos fadados para a criação.
Como este fulano, vou fazer-me um filme este fim de semana e andarilhar pela ruas (por cidades desconhecidas seria o paraíso) ao som de Holly Golightly.
A preguiça pede banda sonora.
http://www.hollygolightly.com/
Nada somos do que sonhamos,
isso não se tece aqui.
E no entanto,
seguramos nas mãos
o mesmo tear.
anita
(re)Viajar
Há sempre um lugar que desperta eterno desejo de retorno. Aperta o peito para um reencontro. Como se respirar de novo o mesmo ar fosse um renovado sopro de vida. Até lá, segue o destino de partir sem relógio, calendário, para outros lugares.
O meu corpo é o meu mapa.
O tamanho do mundo é a medida da minha vontade.
Anita
Foto: Benjamim Silva (fotoben.blogspot.com) Dançar pelo supermercado, rua, passeios fora, subindo as escadas do prédio sincopadas pelo baixo e pelo langor da letra. Percorre-me a espinha, fazendo soltar a rigidez da semana e eu agradeço a terapia, solto a garganta. Cantá-la até provar que a sei de cor e imaginar-me o palco. Anos 50.
O pastor alemão dos vizinhos lá em baixo ladra e eu fecho as janelas. Cá dentro de mim dança-se.
Fim de semana com ouvidos viciados em Love is a losing Game, da Amy Winehouse...