quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Calma, disse ela

The Mission

The Mission. Brasil, Índios, Portugal, Jesuítas, liberdade.
Algumas cenas deste filme estão-me, ao que parece, quase para todo o sempre, cravadas na memória. Transmitem uma estranha calma, um apaziguamento doce. Por outro lado, não deixo de as ver, mesmo que só na mente, sem ter um assomo de uma estranha saudade.. Saudade de quê?


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Estaleiro

Não sei se respondo ou se pergunto. Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio. Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra. Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho. De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante. A minha ebriedade é a da sede e a da chama. Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio. O que eu amo não sei. Amo em total abandono. Sinto a minha boca dentro das árvores e de uma oculta nascente. Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim. Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido. Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença. Não sou a destruição cega nem a esperança impossível. Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.

Poema em prosa: "Uma Voz na Pedra", António Ramos Rosa

Tenho um nó na garganta, antigo, teimoso de desatar e para o qual não tenho nome ou descrição. É simplesmente um nó. Às vezes não consigo sobrepor-lhe a voz e a clareza de pensamento tanto é o barulho desta coisa de se "ser alguém". Todos os dias, novo tijolo neste "edifício" em construção. Estou frequentemente em obras.

anita

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Se não posso gritar, canto



[Abro aqui uma janelinha do sótão pessoal para poder respirar um pouco]

Hoje tive uma reunião em que se disse "claudicar", "procrastinar" e "concomitante" para falar sobre um assunto tão filosófico como, por exemplo, cenouras e seus derivados.

Hoje desejei ardentemente poder dar palmadas com força às reuniões de 3 horas, plenas de enxurradas verbais, floreados do ego,
vazias de conteúdo que se aproveite para alguma coisa
e de reais tomadas de decisão.

Dou comigo a pensar em gritar, e, como não posso (ou não devo), dou comigo a cantar na mente músicas com letras alternativas adaptadas ao momento... (E algumas fariam corar os Irmãos Catita).


anita

8MM - Opener

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Oba oba



numa altura em que a Ocidente tudo aquece com a aproximação da entronização de mais um "Senhor dos Anéis" (Saruman? Gandalf, o Branco? ou Frodo?) deixo aqui a minha magra contribuição:
um poema para Obama

O Barack é fofinho
no ataque
Obacadabra


anita

Abba Oba





não sei porque não utilizam os Abba para músicas de campanha do Obama, proporciona umas sonoridades bem interessantes...