o verão é esta janela que se derrama à beira de nós como um animal lânguido. obriga-nos ao torpor contínuo enquanto despertamos do baú mental as ficções libertadoras de areia e sal ou de campo e verde ou de cidades desconhecidas, pejados de velhos e novos amigos.
este langor é perverso porque efémero. no seu carácter de ficção impermanente, o inebriante verão esmorece e morre no momento em que acordamos, momentaneamente renovados para mais 2 centenas de horas na fábrica habitual.
verão, sim. mas verão contínuo, não de férias, não efémero, mas um permanente sol luminoso a irradiar todo o ano a partir de nós.
e as viagens? que se façam sempre, a vida inteira, que a distância mais curta entre dois pontos é sempre uma linha ondulada.
que ritmo este o da vida humana actual...
anita
terça-feira, 22 de julho de 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

1 comentário:
como eu te entendo, como eu te subscrevo, como eu sinto minha esta tua revolta. Pois que o tempo, mesmo o de Verão contínuo, jamais volta. Apenas o sonho de que talvez um dia...
Enviar um comentário